Boa Dorival!

12 de abril de 2010

Santos com amplo domínio no primeiro tempo abre vantagem de 2 gols. Recua no segundo tempo e o São Paulo empata. O que faz o técnico Dorival Júnior? Recua covardemente para sustentar a vantagem do empate como manda o figurino do futebol atual? Não. Coloca dois atacantes e vai para cima. Resultado final: Santos 3 x 2 São Paulo.
Parabéns Dorival! Isto é futebol brasileiro!

Futebol, Tênis e Xadrez

4 de abril de 2010

Para evitar confusões e alinhar a expectativa dos leitores este é antes de tudo didático sobre futebol. Por esta razão devo desculpar-me antecipadamente com amantes e conhecedores de xadrez e tênis, grupos dos quais não faço parte, por roubar seus estereótipos para ilustrar as principais características de outro esporte.

Tênis x Futebol

O tênis, assim como o futebol, tem origem imprecisa, pois há muitos séculos há gente se debatendo de vários modos com bolas de todos os tamanhos. Isto leva a outra semelhança: ambos são jogados com bolas. Outra semelhança entre estes esportes é que a despeito de suas origens pré-históricas ambos se desenvolveram como conhecemos hoje na Inglaterra. As semelhanças param por aí.

No tênis dois adversários (ou duas duplas adversárias) batem numa bola de cerca de 6 cm para arremessá-la sobre uma rede que divide a quadra em duas metades e fazê-la cair na metade da quadra adversária. Quando isto ocorre, e o adversário não consegue devolver a bola à quadra adversária antes que ela toque o chão duas vezes, é computado um ponto.

No futebol dois times com 11 jogadores tentam com os pés colocar a bola no gol adversário. Há portanto um gol de cada equipe. Gol é um retângulo perpendicular ao campo de jogo.

A principal diferença é a cultural. Percebi isto pela primeira vez quando convidado por um amigo fui experimentar umas raquetadas. Quase fui expulso da quadra. Logo descobri que não podia expressar livremente os meus acertos, erros e, principalmente, os erros dos meus adversários. Me pediram silêncio. No tênis as regras de etiqueta são rígidas. No futebol, bem elas existem, mas não são tão rígidas assim. As regras do Tênis foram elaboradas para atender o público que o apreciava e praticava: A elegante e aristocrática elite inglesa. O futebol, antes das regras mais modernas, era um jogo violento praticado pelo proletariado inglês da revolução industrial. Não conheço nada mais educado que um aristocrata inglês do séc XIX nem tão mal educado quanto um operário inglês da mesma época. No tênis o juiz pune manifestações não educadas dos jogadores e da torcida. No futebol palavrões e ofensas e provocações entre todos os participantes fazem parte do ritual do jogo. Embora, regras mais civilizadas tenham sido criadas para o futebol a força da tradição manteve estes dois esportes em universos bem distintos.

Xadrez x Futebol

Já o xadrez, a única semelhança com o futebol é que alguém ganha e alguém perde. As jogadas são carregadas de estratégias com o estudo de múltiplas possibilidades aonde os jogadores tentam capturar as peças do adversário. Há tempo para refletir e estudar o jogo adversário (exceto os jogos com aqueles reloginhos que restringem o tempo da jogada). O perfil dos jogadores é em geral, mais intelectual. Há uma modalidade mais moderna deste jogo inventada em 1992 aonde jogadores pouco aptos para o xadrez e para o boxe alternam rodadas de disputas destes  dois esportes, mas esta é outra história. Se xadrez é assim tão diferente, por que diabos entrou nesta comparação?

Em resumo, o futebol não é um esporte de grandes estratégias. Ele é simples. São dois tempos de 45 minutos. Quem faz mais gols leva.

Conclusões

Por que diabos estas comparações estapafúrdias? Xadrez, Tênis e Futebol. Confesso que não esperava ter que fazê-la, mas nos últimos tempos a quantidade de bobagens que ouço sobre futebol me levam a fazer estas distinções.

Homens inteligentes observam o futebol durante muitos anos, fazem suas anotações e após análises cuidadosas anunciam a grande conclusão: Os times mais competitivos de todos os tempos, os times goleadores e grandes campeões tem o maior controle de bola e grande parte deste controle é exercido na parte central do campo. E começam os planos:

  • Vamos montar times que controlam a bola no meio de campo com eficiência.
  • Vamos trabalhar à exaustão a qualidade do passe no meio de campo.
  • Vamos privilegiar jogadores que saibam marcar e fortalecer os mais franzinos.
  • Vamos cobrar obediência tática e encaixar os jogadores neste esquema.
  • Vamos montar um time sério e responsável que tenha competência tática.
  • Vamos ensinar a esses moleques remelentos e dribladores que eles devem compreender e se enquadrar no nosso brilhante esquema tático.

Pena que alguns destes homens brilhantes viram técnicos de futebol e nos brindam com momentos de puro tênis e xadrez.

Parece um bom plano. Para marcianos. Ou escoceses. Cadê os gols, porra! É isto que interessa! Não é um mero detalhe ou conseqüência lógica do plano de alguns sabichões. Cansei de ver times passando campeonatos inteiros com a posse de bola espetacular sem conseguir fazer gols! Dominam e subjugam seus adversários no meio de campo 80% do tempo e empatam em 1 x 1.

Não é o controle de bola no meio de campo que torna o time goleador. É a gana por gols que atira o time para cima dos seus adversários. O meio de campo é só o meio do caminho para o gol. Não é estratégia, é necessidade. Se ficar pensando muito tempo ali você perde a bola e toma contra-ataque. Principalmente se estiver jogando contra um time que tem gana de fazer gols. Esta é a parte enxadrista contaminando o futebol.  Vamos aos tenistas.

Molecagem, irreverência,  falta de responsabilidade e malandragem que levam… ao gol! Quem joga futebol com cabeça de tenista não tem futuro. Não pode dançar, não pode dançar, não pode humilhar, não pode jogada ríspida, não pode intimidar, não pode driblar. Que tal proibirmos os gols? Convidamos senhoras educadas para jogar. Cortesmente todos trocam a bola de pé em pé elegantemente e ao fim tomam chá e aplaudem o fair play uns dos outros. O oposto disto não é violência ou deslealdade, mas apenas futebol. Gol de mão só não vale se o juiz não vir. Carrinho pode. Paradinha no pênalti? Só para quem sabe. Pedalada, chapéu, drible da vaca, caneta, elástico e gol.

Chega de sermos reféns do chamado futebol de resultado (pífios). Vamos goleá-los até eles desaparecerem do futebol ou voltarem todos para marte!

Referências:

Fim da Maldição

22 de março de 2010

Neste ano tinha ido a duas partidas do Santos.

Santos 1 x 2 Mogi-Mirim

Santos 3 x 4 Palmeiras

Estava começando acreditar em alguma maldição. Time genial, dando show e nas duas vezes em que resolvo presenciar o espetáculo ao vivo presencio as duas únicas derrotas do ano. Amigos, torcedores de outros times, já estavam fazendo vaquinha para pagar meu ingresso para outros jogos.

Jogo no Pacaembu, noite agradável, adversário fraco. Vou ou não vou ao jogo contra o Ituano? Não jogam Neymar e Robinho…

Fui e quebrei a maldição: 9 x 1 de virada! Espetáculo!

Quem quiser me pagar ingressos fique a vontade. A maldição acabou.

Derrota do futebol

22 de março de 2009

Parabéns!
Nem Neymar nem Ronaldo, a estrela do jogo foi o jovem, arrogante e parcial árbitro Rodrigo Cintra!

Comentarista de arbitragem da Globo no intervalo do primeiro tempo:
“O árbitro foi bem. Acho apenas que exagerou na distribuição de cartões amarelos”. Foram três cartões amarelos para o Santos e nenhum para o Corinthians. Nenhuma jogada violenta do Santos.  Uma agressão do Cristian ao Neymar.

O último cartão teve ainda requintes de crueldade. Um ato covarde contra o goleiro Fábio Costa:

1 – o “professor” marca impedimento, o goleiro posiciona a bola para cobrar o impedimento.

2 – o “professor” manda cobrar tiro de meta.

3 – o goleiro posiciona a bola para cobrar, o “professor” saca o cartão amarelo para o goleiro por retardar o reinício do jogo.

Detalhe: nesta hora o Santos já perdia por um a zero.

Quem jogou bola sabe a raiva, frustração e a impotência diante de uma arbitrariedade destas.

Aliás, cadê a imparcialidade jornalística. Como “foi bem”? Não interfere no andamento do jogo o árbitro acuar um dos times? Acham que o torcedor é bobo?

Para completar, briga da torcida organizada do Santos com a polícia e promotor fazendo campanha política para o ministro dos esportes.

Lamentável!

Viva o Gordo

5 de março de 2009

Hoje não tem futebol, apenas Viva o Gordo.
Cinco minutos de exibição do rapaz gorducho de olheiras frequentador do pink elephant.

Constrangedor para os amantes do futebol e para a memória deste ídolo do futebol brasileiro.

paternidade

29 de dezembro de 2008

Depois de umas duas horas falando sobre a minha filha e coisas de pai a minha querida amiga Vanessa lançou: “Me escreva um texto sobre isto”. Como boa professora pediu por escrito. Está publicado no blog dela.

Obrigado Vanessa.

ps: leiam os outros textos da “Disparatada”. Vale a pena.

Ana Luísa

23 de dezembro de 2008
"Cadê o caretão?"

"Cadê o caretão?"

“… escuta Luiza na brisa uma canção fala em você…”*

Um pequeno ser. Quatro orgulhosos dentes. Cabelos insistentemente desgrenhados.
Andar tortuoso mas firme como se já soubesse todos os caminhos.
Corre em círculos para fugir quando brinco de pegar. Quanta ternura.

Reclina levemente seu delicado pescocinho mediante à ameaça de levar “um cheiro”.
Tão de leve como se fingisse não querer. Nos lábios também um sutil sorriso. Moleca!

Não gosta de não. O problema é o não em si. Devolve prontamente: Não não!
Conhece sujeito, verbo e predicado: “peguei o gato!”. E olha que o sujeito é oculto.
Claramente é santista. Não sei de onde nem como. Só sei que ao ouvir som de jogo dispara logo:
“annnntos. Gol!” (com S mudo mesmo). Além de chutar, coisa que qualquer remelento faz, ela mata a bola.
Também conhece os números. Na verdade O número. O número dois.

Evita o sono como se não quisesse perder nem um segundo. Dorme bem. Tranquila.
Madrugadas? Não foram tantas. Extenuado. Aguentaria até a eternidade. Linda.

Filha, quantos sentimentos novos.
Obrigado querida.

*Ana luíza – Tom Jobim

Divirtam-se!

11 de dezembro de 2008

Inspirado pela paternidade, pelo amor ao futebol, por blogs interessantes de amigos e pelo relacionamento caloroso com operadores de telemarketing inauguro este espaço para compartilhar meus pensamentos, idéias e sentimentos.

[]s do daniel